São vários os parâmetros que identificam a classe C: pela FGV, classe C é quem tem uma renda média familiar mensal compreendida entre R$ 1.506 e R$ 4.565, de acordo com a ABEP (Associação Brasileira de Estudos Populacionais), possuem renda familiar até R$ 1, 194,53 e de acordo com a pesquisa Ipsos/Cetelem são aqueles que ganham até R$ 1.100,00.

Não existem parâmetros reais para identificar pessoas e seus grupos de consumo. Os critérios de classes A, B, C, D e E é usado em pouquíssimos países. Prova disso é que muitas famílias brasileiras podem ser consideradas classe B, bem como D. Entram nessa soma aparelhos eletrônicos, quantidade de eletrodomésticos, renda salarial e viagens realizadas ao exterior. Pergunta: jovens adultos com renda média de R$ 2, 500, que dividem apartamento e viajam uma vez por ano ao exterior se enquadram em qual classe?

Na Índia, a indústria cinematográfica vende mais de 3,1 bilhões de ingressos por ano (Hollywood vende 2,9 bilhões por ano). Ficou surpreso? Tem mais: em Nollywood (festival de cinema nigeriano) são produzidos mais de 1.200 filmes por ano, o que gera um faturamento de U$ 250 milhões de dólares/ano. Bollywood e Nollywood se destacam pela quantidade de filmes produzidos, a baixo custo e com uma alta demanda. É outro modelo de negócio. Os ingressos são simbólicos (menos de R$ 1), apenas para pagar os custos de produção. Voltando ao Brasil, na cena musical, outra banda bastante conhecida nossa, Calypso, fez sucesso também com gravação e a distribuição própria de seus CDs, com custos menores que as gravadoras.

Vamos aos dados que nos chamam atenção sobre a classe C, D e E: representam 85% da população brasileira, detém 69% dos cartões de crédito e são 75% dos internautas. Quer mais? É óbvio dizer que são eles que fazem a economia girar (movimentam R$ 760 bilhões por ano) e que são pra eles que devemos direcionar o nosso olhar (concentram 76% do consumo nacional). Ou seja, são 85% da população brasileira que recebe até 10 salários mínimos por mês e que não se incomoda em pagar a mais por algum produto. Pra eles, o que conta é o benefício. Bom deixar claro que tecnologia e educação são encaradas como investimento.

É, meu povo. Vamos abrir os olhos para essa galera. Alguns pontos que devem ser lembrados sobre o “mercado da maioria”:

- Eles compram para fazer parte de um grupo, sabem analisar muito bem o que querem e não se intimidam com valores (antigamente o sonho era comprar uma televisão, hoje eles passam nas Casas Bahia e compram uma LCD de 42”em 12x no carnê). É o consumo de inclusão.

- Boa aparência é sinônimo de aceitação e inclusão em novos grupos.

- Tem consciência de onde vem e para onde querem ir. Lutam pelos seus ideais e valorizam cada conquista. Os jovens dessas classes participam mais ativamente nas decisões de consumo porque participam da renda familiar.

- Estão conectados à web e principalmente às redes sociais.

A Regina Casé apresentou, no final de 2008, no quadro Central da Periferia, no Fantástico, uma série sobre Lan Houses (ou melhor, a própria Regina afirma em um dos vídeos da série que: “essa foi uma série sobre a relação cada vez mais intensa entre tecnologia e periferia no Brasil”). Para quem ainda não viu, vale a pena assistir e perceber o universo da maioria de quem estamos falando. Programa espetacular.

Vocês encontram mais aqui.

E é isso, ganha mais quem entender esse público e como se aproximar dele.

Obs.: Partes dos dados apresentados aqui foram citados no Encontro Nacional de Anunciantes em SP, nos dias 29 e 30 de setembro de 2009.
Referências: Meio e Mensagem, BlueBus, Wikipedia e Mergulho na base da Pirâmide, de André Torreta, editora Saraiva.

Coralie Clément

setembro 2, 2009

Para quem gosta de ouvir novos sons, a cantora francesa Coralie Clément possui um estilo variado em suas músicas, numa mistura que vai do pop rock ao samba, passando por jazz e bossa nova. As canções são suaves, de harmonia impressionante, além de uma voz aveludada e um francês sussurrado.

Vale a pena ouvir as canções La mer Opale (na linha de Belle – Jack Johnson) e Samba de Mon Coeur qui Bat, que tem uma pegada mais bossa nova.

Saiba mais aqui Wikipedia

http://www.myspace.com/coralieclement

http://www.myspace.com/coralieclment

blog_planalto

Política não é um dos assuntos que mais me interessa, porém, resolvi abrir espaço uma vez que o assunto é política e a nova era da comunicação.

Em tempos de web 2.0, de colaboração, interação, marcas que conversam com seus consumidores, enfim, de um canal aberto de comunicação através da web, foi lançado na última segunda, 31/08, o Blog do Planalto.

Sim. O Blog do Planalto é um projeto que surge após o sucesso da campanha online de Barack Obama e também do blog do primeiro ministro inglês Gordon Brown.

O que tem de diferente entre esses três perfis políticos? O uso do meio como canal de interação e troca de informações. E o que é o Blog do Planalto? É um canal de comunicação unilateral criado para divulgar as ações da presidência. Mas por que unilateral? Porque ele apenas informa e não abre espaço para comentários.

Em declaração feita ao M&M Online, a Secretaria de Imprensa fez uma comparação ao Blog da Casa Branca, dos EUA, que também não permite esse tipo de interatividade. (via M&M Online)

Ok, ok. Não permite esse tipo de interatividade através do blog. Mas os outros meios (redes sociais) servem como canal aberto da população com o presidente.

“Nós iremos passar para a sociedade brasileira que viaja na Internet todas as informações, em tempo real, daquilo que acontece no Planalto, daquilo que eu faço, das minhas viagens”, disse o presidente, pedindo contribuições dos internautas, sem citar que o blog não possui espaço para comentários. (Fonte: Comunique-se)

O blog não será escrito pelo presidente e sim por uma equipe específica para atender a essa nova demanda.

Para fechar, não poderia deixar de colocar aqui o que o nosso presidente falou em entrevista à rádio Tupi, do Rio: “eu não consigo ler muitas páginas por dia, dá sono. E vejo televisão, quanto mais bobagem, melhor”. (Fonte: Revista Veja, 26 de agosto de 2009).

Vamos ver a repercussão do meio até as eleições.

[UPDATE 09/09/2009]: Acabei de ler que internautas que também não concordaram com o fato de não poder fazer comentários no blog do Planalto criaram um clone. Neste blog os internautas podem fazer comentários livremente.

Em tempo, o senador Aloísio Mercadante twittou “O que tem que ser preservado é o direito de resposta na web.” e “A lei em vigor veda propaganda política 48 horas antes da eleição. Mas na web não pode caber essa restrição. Na internet proibir é proibido.”

Planejamento é…

setembro 1, 2009

A primeira vez que ouvi falar em planejamento fiquei fascinada. Era exatamente o que eu queria, só não sabia como chamava.

Mas o que é exercer a função de planejamento? Bom, primeiro, preste atenção nas suas habilidades. Veja o que você mais gosta e onde pretende atuar. Você ama a criação, mas não tem paciência pra escrever como redator ou para trabalhar 24 horas por dia no Photoshop como diretor de arte? E a mídia, você entende o raciocínio e gosta de pensar o planejamento de mídia, mas odeia o Excel? E o atendimento da conta? É o que você acha que mais se aproxima, porque se envolve com o cliente, mas se recusa a ser atendimento, já que você não consegue dizer não ao cliente? E a produção, é estressante demais pra você?

Então, se você acha isso verdade, ou, se você acha que não consegue se adaptar a nenhuma outra área das já citadas dentro de uma agência, parabéns. Você está quase lá. Ficar em dúvida, neste caso, é um bom sinal.

Um bom planejamento tem que saber percorrer todas as áreas de uma agência, um escritório, um estúdio. Ele tem que entender o cliente, os negócios do cliente e saber fazer o link entre o cliente, a agência e o mercado, e, evidentemente, os consumidores. Ele tem que entender a linguagem da criação e saber participar de um brainstorm. Tem que entender, sugerir e saber discutir com a mídia, quando necessário, os melhores meios para a entrega de uma campanha. Tem que conversar com o atendimento, entender o cliente através dele e convencê-lo do contrário quando necessário. Tem que trazer a produção pro seu lado e questioná-lo sobre a viabilidade de um job, antes mesmo de apresentar o briefing criativo.

O planejamento tem que ser só isso e mais um pouco. Só? Isso mesmo. Se você gosta disso está quase na metade do caminho. A outra parte ou o “mais um pouco” vem da sua maneira de lidar com as pessoas e com o mundo. Não podemos ser preconceituosos com nada. Temos que ser flexíveis e entender como as pessoas se relacionam com tudo e todos a sua volta. Isso vale para tudo. Se você já foi voluntário e já fez feira da pechincha na Terra Dura* com roupa de até no máximo R$ 2,00, ou se serviu café na Starbucks de Londres. Resumindo, se você tem outras experiências, além das corriqueiras, ótimo. Isso ajuda em tudo. Desde a primeira conversa com o atendimento até o direcionamento que você vai dar para a criação, que é onde o seu trabalho grosso, em teoria, termina.

E o nosso dia a dia? Em suma, você pesquisa e depois você escreve. É assim: o atendimento chega e te chama pra uma reunião, passa as informações que tem. Aí você questiona coisas que ele não tem como te responder. Ele vai atrás e você também. Aqui começa o trabalho do planejamento, de fato. Você vai ter que buscar informações e referências sobre tudo o que está relacionado ao negócio do cliente e como o consumidor se manifesta. Descobriu isso? Pronto. Agora você vai entender como os concorrentes do seu cliente se comportam e o que você pode extrair dessa relação.

Leu tudo? Inclusive aquilo que não tinha muita coisa a ver diretamente com o negócio do cliente? Identificou tendências (nas embalagens, na comunicação)? Já sabe com quem o seu cliente tem que falar? Pronto. Agora queime pestanas e pense no briefing criativo, o que vai direcionar a criação. É aqui que você chega mais perto da criação, que coloca ela no seu universo e faz com que ela entenda o que o cliente tem a dizer para o consumidor.

A partir daqui a criação caminha com as próprias pernas. A maioria das vezes sozinhos (se o seu briefing tiver sido muito bem digerido), às vezes com a ajuda do planejamento e do atendimento. Isso varia entre agências, clientes, objetivos do briefing e perfil de cada área.

É importante que o planejamento esteja a par de tudo que acontece na agência, que ele acompanhe a criação para saber se eles estão indo na mesma linha que você indicou. Veja bem, planejamento não é diretor de criação, nem diretor de arte, nem redator, nem mídia… planejamento é planejamento. É quem entende o problema, descobre a solução e indica o caminho.

E vocês? Querem ser planejamento?

Dúvidas e considerações? Estou aqui, à disposição. =)

* bairro da periferia de Aracaju.

Uma marca para Londres

agosto 31, 2009

Uma marca para Londres

Os governantes de Londres querem uma marca que consiga apresentar a cidade, sua arquitetura, design e as pessoas que vivem lá de maneira única. Para isso, o governo e a agência independente Moving Brands lançam mão das mídias sociais para obter a colaboração da população.

No blog A Brand for London e no Twitter @we_are_london você consegue acompanhar a participação dos londrinos de perto, além de ter outra visão de uma das metrópoles mais cosmopolitas do mundo.

(via Brand New)

Turismo Médico no Japão

agosto 31, 2009

A onda dos japoneses agora é atrair turistas com foco na saúde. É isso mesmo. O Japão vai investir 1 milhão de dólares para isso. A estimativa é que 780 milhões de pessoas ou 1 em cada 10 visitem o Japão nos próximos 3 anos com esse objetivo. Como não podem concorrer em custo com os países que já estão nesta disputa (Brasil, Índia e Cingapura) a ideia é concorrer pelos nichos de combate ao câncer e análise genética.

No Brasil, segundo dados de 2003 do Ministério do Turismo, o turista de saúde é quem, em média, fica mais tempo no País (22 dias) e mais gasta (US$ 120 por dia). Nos últimos três anos, 180 mil pacientes vieram realizar tratamentos médicos no País.

(via Super Tendências)

A APE (Artists Projects Earth) composta por artistas, jornalistas, ambientalistas, produtores, cientistas e escritores é uma associação que acredita num mundo melhor através da música e da arte. É dela a ideia de juntar num cd as maiores estrelas da indústria da música com os melhores músicos cubanos. O objetivo da ação é arrecadar fundos para ajudar a natureza em suas crises climáticas e catástrofes naturais. Bandas como U2 e Coldplay já contribuíram com a causa no cd Rhythms Del Mundo – Cuba!

O último projeto da APE é o álbum ‘Rhythms del Mundo Classics’ que foi lançado ontem pela Universal Music e conta com versões de músicas clássicas como “Imagine” em ritmo afro-cubano na voz de Jack Johnson. Mais de 170 projetos relacionados às mudanças de clima já foram apoiados pela APE e o projeto ‘Rhythms del Mundo’.

Aqui você pode ouvir trechos das canções além de saber mais sobre a ação: http://www.rhythmsdelmundo.com/classics/ ou então vá até o My Space aqui: http://www.myspace.com/rhythmsdelmundoclassics

ifishu

Para quem ainda não ouviu falar, foi lançado recentemente um novo game/rede social mobile. Essa rede está presente em 23 países, na versão Alpha. É isso mesmo. A nova rede chama iFISHu.com (em português, “eu pesco você”) e terá o celular como ferramenta exclusiva para a maior parte das interações com o serviço. Além de navegar no game através do celular, você poderá interagir também pelo computador.

A idéia por trás da rede funciona basicamente da seguinte forma: você tem um oceano e os peixes que lá se encontram são pessoas que fazem parte da sua rede de contatos. Para participar, você deve cadastrar seu telefone celular. Em poucos minutos você receberá um código de acesso via SMS que vai permitir a sua entrada.  Uma vez logado, você escolhe seu apelido, ganha o seu oceano e segue em busca de novos peixes.

Para cada novo usuário “pescado” você ganha um ticket. A cada semana, 100 moedas e ao término de um mês, 500. Essas moedas poderão ser trocadas por SMS e, numa segunda fase, poderão ser doadas a ONGs como Projeto Tamar e WWF. Num segundo momento, as moedas acumuladas poderão ser utilizadas para comprar enfeites para o seu oceano e daí, desta forma, a renda (virtual) obtida será repassada as ONGs. Tudo isto de graça.

A primeira parceria foi feita com a WWF e chama “Name and track a turtle”. A cada 10 mil dólares em doações (as moedas serão convertidas em dinheiro), uma tartaruga será monitorada por satélite, em todo o oceano.

A rede/game por enquanto só está disponível em inglês. A idéia é muito legal. Além de se divertir você ainda ajuda a preservar os oceanos (projetos de parceria com as ONGs). Vale a pena divulgar.

http://www.ifishu.com/

Twitter: http://twitter.com/iFISHu

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